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jueves, 17 de enero de 2013

Cinco Passos em Direção à Boa Terra da Obediência




por Andrew Murray
Acompanhe esta ministração que trata da Fé! Fé que nos leva à obediência. Expôs cinco aspectos da nossa Fé que nos dá condições de  a Boa Terra da Obediência! 

Sabendo que Deus nos chama para entrarmos na boa terra de obediência total, permanece a pergunta: Como entrar nela? Quero oferecer cinco palavras como expressões da disposição de um coração confiante para entrar naquela boa terra: eu a vejo, eu a desejo, eu a espero, eu a aceito e eu confio em Cristo.

A Fé Vê
 Necessitamos, em primeiro lugar, estabelecer a questão de maneira calma e definitiva.
 Existe realmente uma tal terra da promessa onde constante obediência é certa e divinamente possível? Enquanto houver alguma dúvida sobre este ponto, é fora de questão subir e possuir a terra.
 Pense, por um instante, na fé de Abraão. Era uma confiança que repousava em Deus, na sua onipotência e na sua fidelidade. Ouça esta promessa: "Dar-vos-ei coração novo... porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis" (Ez 36.26,27).
 Aqui está o compromisso de aliança de Deus. Ele completa: "Eu, o Senhor, o disse, e o farei" (v.36). Ele assume a responsabilidade de levar-nos a obedecer e de nos capacitar para isso. Em Cristo e no Espírito Santo, ele fez a provisão mais maravilhosa que se possa imaginar para o cumprimento da sua promessa.
 Simplesmente faça o que Abraão fez – fixe o seu coração em Deus. "Mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera" (Rm 4.20,21). A onipotência de Deus era o esteio de Abraão. Faça com que seja o seu também. Olhe para todas as promessas que temos na Palavra de Deus de recebermos um coração puro, um coração firmado e irrepreensível em santidade, uma vida de justiça e santidade, um caminhar inculpável e agradável a Deus em todos os seus mandamentos, de Deus trabalhar em nós para efetuar tanto o querer como o realizar, e de operar em nós aquilo que é agradável à sua vista – e veja tudo isso com fé simples: Deus o disse; seu poder irá realizá-lo.
 Esta vida de plena obediência é possível, está ao nosso alcance. Essa certeza precisa tomar conta de sua vida. A fé pode ver o invisível e o impossível. Maravilhe-se com a visão até que o seu coração diga:
 "Tem de ser verdade. É verdade. Há uma vida prometida que ainda não conheci."

A Fé Deseja
 Quando leio o evangelho e vejo quão prontos estavam os doentes, os cegos e os necessitados para crerem na palavra de Cristo, freqüentemente eu me pergunto: O que eles tinham que os tornavam tanto mais preparados para isso do que nós? A resposta que eu encontro na Palavra é esta: a grande diferença estava na honestidade e na intensidade do desejo. Eles verdadeiramente desejavam libertação com todo o seu coração. Não havia necessidade de insistência para fazê-los desejar a bênção de Jesus.
 Pena que é tão diferente conosco! Todos nós desejamos, de certa maneira, ser melhores do que somos. Mas quão poucos realmente "têm fome e sede de justiça"; quão poucos desejam intensamente e imploram por uma vida de total obediência e pela constante consciência de estarem agradando a Deus!
 Não pode haver fé forte sem desejo forte. Desejo é o grande motivador do universo. Foi o desejo de Deus de nos salvar que o moveu a enviar o seu Filho. É o desejo que move os homens a estudarem, trabalharem e sofrerem. Só o desejo de salvação pode trazer um pecador a Cristo. É o desejo por Deus, pela mais íntima amizade com ele, e por ser exatamente o que ele quer que sejamos, que fará com que a terra prometida nos seja atraente. É isto que vai fazer com que abandonemos as demais coisas para conseguir tudo o que nos foi prometido e tornar a obediência de Cristo nossa de fato.
 E como é que o desejo pode ser despertado? Olhando, à luz do Espírito de Deus, contemplando essa vida e vendo-a como possível, como certa, como divinamente assegurada e abençoada, até que a nossa fé comece a arder com desejo e digamos:
 "Eu realmente desejo obtê-la. Com todo o meu coração vou buscá-la."

A Fé Espera
  É grande a diferença entre desejo e expectativa. Alguém pode ter um forte desejo pela salvação e, ao mesmo tempo, ter pouca esperança de realmente obtê-la. É um grande passo à frente quando o desejo passa a ser expectativa, e a pessoa começa a falar:
 "Tenho certeza de que é para mim e, embora eu não o veja agora, tenho uma confiante expectativa de obtê-lo."
 A vida de obediência não é mais um ideal inatingível que Deus coloca diante de nós apenas para fazer com que nos esforcemos um pouquinho mais para alcançá-lo. Não! É uma realidade planejada por ele para que fosse experimentada em carne e sangue aqui na terra. Espere-a, como algo preparado com toda certeza para você. Cultive a expectativa de que Deus a torne experiência em sua vida.
 Muitas coisas, na verdade, tendem a neutralizar essa expectativa: suas falhas no passado; seu temperamento ou circunstâncias desfavoráveis; a fragilidade da sua fé; sua dificuldade ao pensar no que essa entrega, essa disposição de ser obediente até a morte, pode exigir de você; sua consciência da falta de poder para isso – tudo faz com que você diga:
 "Talvez seja para os outros, mas receio que não seja para mim."
 Eu lhe imploro que não fale dessa maneira. Falando assim, você deixa Deus fora da equação. Tenha expectativa de receber sua herança. Olhe para cima, para o poder e para o amor de Deus, e comece a dizer:
 "Isto é para mim, sim!"
 Tome coragem ao conhecer os santos de Deus do passado. Veja aqui um exemplo.
 Desde a sua mocidade, Gerhard Tersteegen (um pregador pietista alemão, 1697-1769) buscava e servia ao Senhor. Tal era o desejo gerado pelo Espírito no seu interior, que abandonou carreira e negócios para poder buscar a Deus com mais empenho. Depois de algum tempo, a sensação da graça de Deus lhe foi retirada e, por cinco longos anos, viveu como um náufrago perdido no meio do mar, onde não aparecem nem sol nem estrelas. "Mas a minha esperança estava em Jesus." De repente, brilhou nele uma luz que nunca mais se apagou.
A vida de crucificação com Cristo não se podia aprender, de acordo com sua nova luz, através de estudo ou instrução humana. Só podia ser ensinada pelo Espírito Santo. "É algo muito pequeno para Deus nos levar a encontrar em nossas almas, em um instante, sem esforço, aquilo que talvez tenhamos buscado exteriormente, por muitos anos e com muito empenho."
 O que ele encontrou? Uma nova visão do Salvador, como aquele que é todo-suficiente. "Jesus somente é suficiente", ele aprendeu, "no entanto, é insuficiente quando não for abraçado como solução total e única."
 Ele escreveu com sangue das suas próprias veias uma carta para o Senhor Jesus, na qual disse:
 Meu Jesus, reconheço que pertenço somente a ti, meu único Salvador e Noivo. Desta noite em diante, renuncio do meu coração todo direito e autoridade que Satanás injustamente me concedeu sobre mim mesmo. Esta noite tu rompeste as portas do inferno e abriste para mim o coração amoroso do Pai! Desta noite em diante, ofereço todo meu coração e todo meu amor a ti em eterna gratidão. A partir desta noite, e por toda eternidade, tua vontade, não minha, seja feita! Comanda, reina e governe sobre mim. Eu me entrego totalmente, sem reservas, e prometo, com a tua ajuda e poder, dar a minha última gota de sangue antes de consciente e voluntariamente, em meu coração ou vida, ser falso e desobediente a ti. Tu tens o amor do meu coração para ti mesmo e para mais ninguém. Teu Espírito seja meu guarda; tua morte, a rocha da minha segurança. Que teu Espírito sele o que foi escrito na simplicidade do meu coração.
 Tua possessão indigna, Gerhard Tersteegen, 1724
 Esta foi a sua obediência até a morte.
 O mesmo Deus ainda vive. Você também pode experimentar a vida de obediência que vem por Cristo. Ponha a sua esperança nele. Ele o fará.

A Fé Aceita
 Aceitar é mais do que esperar. Muitos caminham e esperam e nunca possuem porque não aceitam.
 Se você ainda não aceitou, nem se sente pronto para aceitar, o que você precisa fazer é: ter expectativa! Porém, se houver uma expectativa de coração, e se for realmente uma expectativa focada no próprio Deus, certamente esta o guiará até a aceitação.

Agora se você já tem a expectativa, a palavra urgente para você é: Aceite! A fé tem o maravilhoso poder dado por Deus de dizer: "Eu aceito, eu tomo, é meu".
 É pela falta desta fé definida que se apropria da bênção espiritual desejada que muitas orações parecem ser infrutíferas. Para esse ato de fé, nem todos estão prontos.
 Onde não existe verdadeira convicção do pecado da desobediência e, pior ainda, onde não há genuína tristeza por causa disso; onde não existe forte anseio ou propósito de realmente obedecer a Deus em tudo; onde não há interesse profundo na mensagem da Sagrada Escritura de que Deus quer nos "aperfeiçoar em todo bem" para cumprirmos a sua vontade, por ele mesmo operando em nós "o que é agradável diante dele" (Hb 13.21), também não haverá a capacidade espiritual para aceitar a bênção.
 O cristão se contenta em ser um bebê. Ele quer somente sugar o leite da consolação. Não está pronto para comer o alimento forte que Jesus comeu, "fazendo a vontade do seu Pai."
 Mesmo assim, quero suplicar a todos: Aceite a graça para viver essa maravilhosa nova vida de obediência. Aceite-a agora. Sem isso, seu ato de consagração significará muito pouco. Sem isso, seu propósito de tentar ser mais obediente falhará. Deus já não lhe mostrou que há uma posição inteiramente nova para você aceitar – uma posição atingível de ter a simples obediência de criança, dia a dia, a cada ordem recebida pela voz do Espírito; uma posição atingível de ter a simples dependência de criança em sua graça todo-suficiente para executar essas ordens?
 Oro para que, mesmo agora, você assuma essa posição, faça a sua entrega e aproprie-se da graça divina. Aceite a verdadeira vida de fé e entre na incessante obediência da fé. Que sua fé se torne tão ilimitada e segura quanto o são as promessas e o poder de Deus. Que sua simples obediência de criança seja tão ilimitada quanto a sua fé. Peça a Deus para ajudá-lo e aceite tudo o que ele já lhe ofereceu.

A Fé Confia em Cristo Para Tudo
 "Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio" (2 Co 1.20). É possível que, enquanto leu sobre a vida de obediência, tenham surgido perguntas e dificuldades para as quais você não tem uma resposta imediata. Pode parecer difícil para receber tudo isso ou para conciliar as verdades com seus velhos hábitos de pensamentos, palavras e ações. Você teme que não seja capaz de logo sujeitar tudo a esse princípio supremo que deve governar toda sua vida.
 Para todas essas questões, há uma resposta, uma libertação de todos os temores: Jesus Cristo, o Salvador vivo, conhece tudo, e pede que você confie nele e se entregue totalmente à sua sabedoria e poder, a fim de poder sempre andar no caminho da obediência da fé.

Extraído de "The School of Obedience" (A Escola da Obediência), de Andrew Murray (1828-1917), ministro, missionário e autor em África do Sul.

jueves, 28 de julio de 2011

AS OFERTAS: UMA PROVA SEGURA DO CARÁCTER DE QUEM DÁ



Por Andrew Murray

No mundo, o dinheiro é um padrão ou um certo critério de valor. É difícil expressar tudo o que o dinheiro significa para nós. É o símbolo do trabalho, da actividade, do talento. É com frequência uma amostra da bênção de Deus para com esforços diligentes. É o equivalente a uma grande parte de tudo quanto se pode ter ao serviço da mente e do corpo, da propriedade, do conforto ou do luxo, da influência e poder. Não é de estranhar que o mundo o ame, procure adquiri-lo e, com frequência, lhe rende adoração. Não é de admirar que seja o padrão de todos os valores, não apenas para coisas materiais, como também do próprio homem e, que, o homem, seja frequentemente medido pelo dinheiro que possui ou não.

Sem dúvida que, embora sob um princípio diferente, o homem é julgado não apenas pelo seu dinheiro no reino deste mundo, como também no reino dos céus o será com toda a certeza. O mundo se questiona: Quanto é que este indivíduo tem? Cristo pergunta: Como será que este homem usa o que tem? O mundo pensa, sobretudo, em ganhar dinheiro; Cristo, na melhor forma de vir a dá-lo. E quando um homem dá, o mundo ainda pergunta: Quanto dá? Cristo pergunta: Como deu? O mundo leva em conta o dinheiro e sua quantidade; Cristo, o homem que dá e seus motivos.

Isto pode ser visto na história da viúva pobre. Muitos que eram ricos davam muito, mas faziam-no «do que lhes sobrava». Não precisavam fazer nenhum sacrifício para poderem dar; a vida deles era tão boa e confortável tanto antes como depois de haverem dado, em nada mudava pela oferta; não lhes tinha custado nada. Não existia nenhum amor ou devoção especial a Deus em suas ofertas; apenas faziam parte de uma religião fácil e tradicional. A viúva doou duas moedinhas. Tirou do seu próprio sustento aquilo que deu. Deu tudo a Deus, sem reservas, sem nada reter. Deu tudo.

Como é diferente nosso critério para julgar as coisas de Cristo! Nós perguntamos quanto um indivíduo dá. Cristo pergunta quanto lhe resta. Nós olhamos a oferta. Cristo pergunta se a oferta foi um sacrifício. A viúva não ficou com nada para si, deu tudo. Esta doação ganhou a aprovação cordial de Jesus, por ter sido doada com espírito de sacrifício, como foi o Seu que, sendo rico, se fez pobre por amor a nós. Os outros deram muito, mas do que lhes sobrava; ela deu do que precisava, tudo quanto possuía e tinha.

Mas se nosso Senhor deseja que façamos o que ela fez, por que não nos deixou ordens específicas e claras sobre este assunto? Quanto nos alegraríamos quando ofertássemos. Ah, este é o centro fulcral da questão! Precisamos de uma ordem para o fazer! Este é precisamente o espírito do mundo na igreja, olhando o que damos, a quantia que damos. E isto é precisamente o que Cristo não quer nem aceita. Ele quer o amor generoso, o que dá sem que seja preciso mandar. Quer que toda a oferta saia ensopada no amor, uma verdadeira oferta voluntária. Se desejas a aprovação do Mestre, como a viúva pobre conseguiu, lembra-te de uma coisa: precisas colocar tudo a Seus pés, colocar tudo à Sua disposição. E isto, como sendo a expressão espontânea de um amor que, como o de Maria, não pode dar pouco, porque ama.

Todas as minhas ofertas voluntárias! Que prova de carácter. Senhor Jesus! Oh, dá-me a graça para Te amar de tal modo que eu possa saber como tenho de dar.

Tomado Del livro O Dinheiro de Andrew Murray

miércoles, 15 de junio de 2011

Rendição Absoluta


Por Andrew Murray

Um trechinho de uma excelente leitura não faz mal a ninguém...

Deus espera sua rendição


Sim, isso tem como fundamento a própria natureza de Deus. Ele não pode fazer o contrário. Ora, quem é Deus? Ele é a Fonte da vida, a única origem da existência, do poder e da bondade, e nada há de bom no universo além do que Deus faz. Deus criou o sol, a lua e as estrelas; as flores, as árvores e a grama; e tudo isso não está completamente sujeito a Deus? Eles não permitem que Deus haja neles exatamente como quer? Quando o Senhor veste o lírio com sua beleza, ele não está entregue, rendido, sujeito a Deus enquanto Ele trabalha nele sua beleza? E vocês, filhos redimidos de Deus, oh, podem pensar que Deus poderá fazer sua obra se houver metade ou apenas uma parte sua rendida? Deus não pode fazer isso. Deus é vida, amor, bênção, poder e infinita beleza, e Ele se apraz em comunicar a si mesmo a cada filho que está preparado para recebê-lo; mas, ah! essa falta de rendição absoluta é exatamente o que O impede. E agora Ele vem e, como Deus, Ele exige isso.
Você sabe, da vida cotidiana, o que a rendição absoluta é. Você sabe que tudo deve sujeitar-se a seu propósito específico. Eu tenho uma caneta em meu bolso, e essa caneta está absolutamente entregue à tarefa de escrever, e deve estar absolutamente sujeita à minha mão se eu quiser escrever corretamente com ela. Se outro segurar uma parte dela, não poderei escrever adequadamente. Esse casaco está absolutamente sujeito a mim para cobrir meu corpo. Esse prédio está completamente dedicado aos serviços religiosos. E agora, você espera que em seu ser imortal, na natureza divina que você recebeu pela regeneração, Deus possa fazer sua obra, a cada dia e a cada hora, a menos que você esteja completamente sujeito a Ele? Deus não pode. O Templo de Salomão estava absolutamente sujeito a Deus quando foi-lhe dedicado. E cada um de nós é um templo de Deus, no qual Deus habita e age poderosamente sob uma condição: rendição absoluta a Ele. Deus exige isso, Deus merece isso, e, sem isso, Ele não pode operar sua bendita obra em nós.
Deus não apenas requer isso, mas Deus fará isso Ele mesmo.

Deus opera sua rendição

Tenho certeza que muitos corações devem estar dizendo: "Ah, mas rendição absoluta requer tanto!". Alguém dirá: "Oh, eu passei por tanto sofrimento, por tanta provação, e ainda há tanto do meu ego, e não ouso considerar sua completa rendição, pois sei que isso me causará muita dor e agonia."
Oh, esses pensamentos! Que pensamentos cruéis esses que os filhos de Deus têm a respeito dEle! Eu venho a você, que está temeroso e ansioso, com uma mensagem: Deus não espera que você lhe dê a rendição completa por sua própria força ou pela força de sua vontade; Deus quer operar isso em você. Não lemos que "é Deus quem opera em vós tanto o querer quanto o realizar"? E é isso que devemos buscar: nos prostrarmos perante Deus até que nossos corações aprendam a crer que o Deus eterno virá para expulsar o que está errado, conquistar o que é mal e operar o que apraz sua bendita vontade.
Deus é quem fará isso em você.

martes, 17 de mayo de 2011

O SANGUE

O sangue deve ocupar o mesmo lugar em nosso coração que ocupa com Deus.

Por Andrew Murray
Desde o princípio dos tratos que Deus manteve com o homem, sim, desde antes da fundação do mundo, o coração de Deus tem-se regozijado naquele sangue. Nosso coração nunca descansará, nem achará salvação, até que nós, também, aprendamos a andar e a gloriar-nos no poder daquele sangue.
Não é apenas o pecador arrependido, ansiando pelo perdão, que deve dar tanto valor assim ao sangue. Não! Os redimidos terão a seguinte experiência: assim como Deus no Seu templo Se assenta num trono de graça, onde o sangue sempre está evidente, assim também nada há que atraia nosso coração para mais perto de Deus, enchendo-o do amor de Deus, e de alegria, e de glória, como quem vive tendo uma vista constante e espiritual daquele sangue.

tomado del livro The power of the blood of Jesus por Andrew Murray

sábado, 2 de octubre de 2010

A VIDEIRA

por Andrew Murray

"Eu sou a videira verdadeira” (João 15:1).

Todas coisas terrestres são sombras das realidades celestiais - a expressão, em formas criadas e visíveis, da glória invisível de Deus. A Vida e a Verdade estão no Céu; na terra temos figuras e sombras das verdades celestiais. Quando Jesus disse: "Eu sou a videira verdadeira”, Ele nos ensina que todas as videiras da terra são figuras e emblemas dEle. Ele é a realidade divina, da qual elas são expressões criadas. Todas elas apontam para Ele, pregam-NO, revelam-NO. Se você quiser conhecer Jesus, estude a videira. Quantos olhos têm observado e admirado uma grande videira com seu belo fruto! Venha e observe na Videira celestial até que seus olhos se voltem de tudo mais para admirá-LO. Quantos, em um clima ensolarado, sentam e descansam sob a sombra de uma videira. Venha e permaneça sob a sombra da Videira verdadeira, e descanse nela do calor do dia. Que regozijo incalculável no fruto da videira! Venha, e tome, e coma do fruto celestial da Videira verdadeira, e deixe sua alma dizer: "Sentei-me sob Sua sombra com grande deleite, e Seu fruto era doce ao meu paladar.

sábado, 21 de febrero de 2009

SÊ PERFEITO por Andrew Murray


A perfeição, como o mais alto alvo do que Deus, em Seu grande poder, faria por nós, é algo tão divino, espiritual e celeste que somente a alma que se entrega ternamente à orientação do Espírito Santo pode esperar conhecer sua bem-aventurança.
Deus implantou em cada coração humano um profundo desejo de perfeição. Esse desejo se manifesta na admiração que todos os homens têm pela excelência nos diferentes objetos ou empreendimentos aos quais dão valor. No crente que se entrega completamente a Deus, esse desejo se apega às maravilhosas promessas de Deus, e inspira uma oração como a de McCheyne:

"Senhor, torna-me tão santo como um pecador perdoado pode sê-lo."

Quanto mais aprendemos a desejar essa plena conformidade à vontade de Deus, pela consciência de que O agradamos sempre, tanto mais entenderemos que isso deve suceder como um dom vindo diretamente do céu, como uma completa vivificação em nós da vida de Deus, a inspiração do Espírito Santo de Jesus naqueles que se entregam totalmente à Sua presença e governo.

Extraído do livro Sê perfeito de Andrew Murray
Editora Betânia