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jueves, 18 de febrero de 2010

ORAÇAO


POR CHARLES WESLEY

Ó Deus, meu Deus, tu és meu tudo:
antes que brilhe a alva do dia que
desperta, tua soberana luz ilumine
meu coração e me inunde o teu poder
que a tudo vivifica.

Por ti suspira e clama minha alma
sedenta, porquanto deva morar nesta
terra deserta; e faminto como estou,
desfalecente, só teu amor alento pode
me dar.

E uma terra seca, contempla-me,
Senhor; todo meu anelo, todo meu
desejo, deposito em ti; e mais me
regozijo em obter a tua graça, que
nos tesouros que a terra me pode dar.

Mais preciosa é a vida, e teu amor há
de ocupar em todo tempo meu
coração, meus lábios; e em
proclamar teu louvor hei de
empenhar minha paz, minha glória e
minha alegria.

lunes, 16 de febrero de 2009

Achando a Chave




por Rosalind Goforth

Meu marido estava viajando numa província distante, conduzindo reuniões, e, enquanto isso, fui convidada por alguns cristãos de um posto missionário para pregar numa grande apresentação teatral, de quatro dias, que atraía numerosas multidões. Foi um tempo de imenso desgaste; por várias horas diariamente, tive de enfrentar multidões ingovernáveis, que iam e vinham. No final dos quatro dias, eu estava exausta e só podia pensar em voltar para casa e ir para Wei Hwei, um outro posto, para descansar por alguns dias com meus filhos, que estavam numa escola ali. Estar com eles, eu sabia, restauraria minhas energias mais do que qualquer outra coisa.

Porém, ao chegar em casa, de alguma maneira, perdi a chave da gaveta onde guardava o dinheiro. Era sexta-feira, e o trem para Wei Hwei saía sábado às dez horas. Várias pessoas vieram receber contas, mas tive de dar uma desculpa para adiar o pagamento. Eu não podia viajar sem dinheiro nem deixar a casa com aquele dinheiro na gaveta e a chave perdida em algum lugar.

À noite, depois de jantar, comecei a procurar pela chave em todo lugar que podia imaginar. Gavetas, espaços, prateleiras foram vasculhados em vão. Depois de procurar por duas horas, até não ter mais forças, de repente lembrei: “Ainda não orei a este respeito”. Parei ali onde estava, perto da mesa da copa, e elevei o meu coração a Deus. “Ó Senhor, tu sabes como preciso de um descanso; sabes quanto desejo ver meus filhos; tem compaixão de mim e guia-me até a chave”.

Em seguida, sem perder um passo em direção errada, passei pela copa, pelo quarto de hóspedes e entrei no escritório do meu marido, para a estante de livros, abri a porta, afastei dois livros e lá estava a chave. Tão perto estava o Senhor naquele momento que parecia quase sentir sua presença física. Eu não havia lembrado de ter posto a chave ali; foi ele que me guiou para lá.

Sim, eu sei que Deus responde à oração!